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Recebi mais uma mensagem simpática a dizer que se o meu prato favorito é alheira e não a como tanto quanto gostaria, estou a mentir quando digo que sou feliz. Porque comer é o maior prazer. É, eu assumo: adoro alheira. Se fechar os olhos e me concentrar, quase consigo sentir-lhe o sabor. Porém, não me lembro da última vez que comi uma, assim, com batatas fritas e ovo estrelado. Não lembro mesmo. Se me sinto infeliz por causa disso? Nem um bocadinho. Sou muito mais feliz por estar magra, do que sou a comer alheira. Porque a alheira é uma felicidade momentânea. Depois de comida, é apenas gordura que se acumula nas minhas coxas. E eu já comi tanta alheira na minha vida, que se nunca mais comer não morro de carências. É uma escolha. Um dia destes poderei comer uma alheira e juro que, se o fizer, partilho a foto. Para já, estou focada nos meus objetivos, com a certeza de que o prazer está muito mais no ser e no estar, do que no comer. (Demorei anos a aprender isto, ãh?)

7 Comments on A alheira da discórdia

  1. Isso é que é compromisso! Adoro! E é claro que se pode ser feliz sem se comer o nosso prato favorito.
    Mas confesso.. ontem foi dia de gomas (a minha super perdição). Não resisti. Também não morri por isso, nem vou engordar 1Kg por isso. São opções.
    Foco, compromisso e vontade: estas são as tuas palavras de ordem!
    Continua, continua com a tua perna fina, és muito mais bonita assim!
    Beijinho*

  2. Ser magra e comer uma alheira são compatíveis.
    O pensamento polarizado é que faz as pessoas infelizes: a ideia de que a vida gira à volta da opção entre o prazer de comer e o prazer de ser magra, que se excluem sem hipótese.
    Quem se quer curar de uma dca, mais tarde ou mais cedo tem de enfrentar a vida como ela é: gama de cinzentos.
    Feliz o dia em que for magra e comer uma alheira, não haverá prazer maior que esse.

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