Escrevi este texto no dia 12 de agosto do ano passado, no dia em que experimentei um treino de CrossFit pela primeira vez. Era tão tenrinha.

Já há muito tempo que queria experimentar uma aula de CrossFit. É uma modalidade para duros. Com a progressão que tenho feito a nível físico, senti-me capaz de ir sem medo. Sem medo? Cheguei lá, olhei para aqueles homenzarrões e tive vontade de chorar. Pensei: “Estou feita. Não saio daqui viva!” A box tinha ar de cave, assim meio sinistra. ME-DOPara garantir que nada de mal me acontecia, tipo falecer ou coisa assim, levei comigo os meus irmãos: o de sangue e o de coração. O meu irmão de coração conhecia o treinador da box de Alvalade, por isso, as apresentações foram feitas rapidamente. 

A aula começou com a explicação dos exercícios: lifts, ups, wods, e-coisa-que-o-valha. Eu ia fazendo por imitação, mas o treinador foi sempre impecável e não me largou um minuto. O treino começou com um aquecimento de 7 minutos: agachamentos, flexões, levantamento de pesos. Eu aguentei-me estoicamente. Depois, treinei as posturas para levantar a barra onde se colocam os pesos. Descobri que sou uma nulidade a posicionar os cotovelos. Lá continuei a fazer tudo o que o treinador me mandava, sem refilar. A última parte da aula (e a pior) foi um circuito de 15 minutos composto p’los seguintes exercícios: saltos com a corda (60x), agachamento com peso de 12 quilos (15X), corrida à volta da box com uma medball de 6 quilos (10 voltas), mais agachamentos com peso de 5 quilos (15x). E adivinhem? Quando se acabava o circuito, TINHA DE SE REPETIR TUDO, ATÉ O TEMPO ACABAR. Acho que completei o circuito 3 vezes.

Confesso (estou neste momento a sacudir o pó dos ombros) que achei que me ia sair pior. Nunca parei, nunca desisti e fiz tudo, mas tudo o que me mandaram. Gostei daquilo. Gostei mesmo. Sabem o que adorava? Conseguir erguer-me naquelas argolas que têm penduradas no teto, só com a força dos meus braços. Talvez daqui a 6 meses?

Quem diria que, passados 8 meses, o CrossFit me traria tantas coisas boas? Quem diria? Mas, não, ainda não me consigo erguer nas argolas.

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