A Jessica Athayde desfilou em biquini na ModaLisboa. Assim que vi as fotografias achei que a Jessica estava com um corpão. Um corpo trabalhado e bonito. Um corpo real, de uma mulher real, que se cuida, mas que não é escrava de leis divinas. (Antes de avançar, convém lembrar que a Jessica, não sendo manequim profissional, desfilou como convidada de uma marca que, se não gostasse da imagem dela, por certo não a teria convidado.)

Logo, logo, começaram a correr p’las redes sociais as críticas que lhe foram feitas. Houve quem dissesse que estava gorda, que precisava de trabalhar os abdominais e um outro sem número de carinhos. Agora, surpresa das surpresas: as críticas feitas à atriz vieram sobretudo de mulheres. Somos mesmo amigas umas das outras, não somos? Somos. E gostamos mesmo de ver as outras a brilhar, não gostamos? Argh!

A Jessica reagiu às críticas e escreveu um texto que gostei de ler. O texto abordou a necessidade de nos apoiarmos umas às outras, estando essa união muito pr’além da imagem que temos e do corpo que ostentamos. Hum, pensei eu, estas ideias são todas muito bonitas no papel, sim senhora! No entanto, quantas de nós passa a vida em busca de uma melhor imagem? Quando é que ultrapassamos os limites do que é razoável? Sobretudo eu, mea culpa, que no último ano me tenho dedicado ao meu corpo e à minha imagem.

Segundos passados destas minhas interrogações, chegaram-me as respostas. Ultrapassamos os limites, aos meus olhos, quando queremos a perfeição em vez da segurança e dos benefícios que um corpo saudável nos dá. Porque às vezes, um corpo “perfeito” não é sinónimo de um corpo saudável. Chegou-me também à ideia o facto de às vezes sermos umas grandes cabr*s umas para as outras, só porque sim. Quantas vezes dou por mim a deitar o olho às botas que a outra traz nos pés…?!

Mulheres!

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