O meu pai é uma personagem. Muitas vezes trato-o apenas por Zé. Uma alcunha carinhosa que uso sempre que preciso de lhe pedir um favor ou de lhe dar na cabeça por ter metido a pata na poça. Ontem, no hipermercado, o meu pai apresentou dois cupões de desconto de 1,5€ numa marca de congelados.

Zé – Olhe, tenho aqui estes cupões e até trouxe o talão, como aqui diz. – disse o Zé todo fanfarrão para o rapaz da caixa.
Caixa – Mas o senhor comprou alguma coisa desta marca hoje, para poder descontar?
Zé – Não! Eu queria que me tirasse os 3€ à conta final. – respondeu o Zé como quem manda nas regras da Sonae.
Caixa – Pois… Quer parecer-me que só pode descontar os vales se comprar um produto desta marca.
Zé – Pode chamar o seu responsável?

Veio A responsável com cara de poucos amigos. Olhou para os vales e disse:

Responsável – O senhor só pode descontar os vales se comprar um produto da marca.
Zé – Mas aí diz que…
Responsável – Vou repetir: só pode usar isto se tiver comprado produtos da marca que está a ser promovida nos vales. Comprou?
Zé – Pois, realmente não comprei…
Responsável – Pronto. Podes finalizar o pagamento. – disse a responsável para o caixa.

O Zé voltou a guardar o talão e os vales, mas, no caminho até casa, continuou a insistir que achava que se tinha levado o talão… BAH!

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