Mês: Junho 2014

O melhor sentimento

O melhor sentimento deste processo de perder peso é sem dúvida ver as mudanças no meu corpo. Sentir as pernas mais tonificadas, a cintura mais estreita, os abdominais mais definidos, os braços mais esguios, as maçãs do rosto mais salientes. Poder tocar-me e gostar do que sinto ao toque. É maravilhoso.

Depois, estas mudanças físicas dão-me a possibilidade de vestir tudo o que me apetece: saias, vestidos, leggins justas. Tudo o que eu quiser. Não que antes não pudesse, nunca ninguém me impediu de fazê-lo. Eu é que não me sentia bem e tive sempre muita noção do ridículo (acho eu).

Hoje aconteceu-me algo inédito: estava a experimentar roupa numa loja e pela primeira vez na minha vida as luzes do provador não foram más comigo (têm sido terríveis). Hoje vi um corpo mais bonito, verdadeiro, não perfeito, mas trabalhado. Um corpo que só há muito pouco tempo começou a ser amado por quem mais importa – porque vive nele – eu. O que estou a fazer por mim e pelo meu corpo não tem preço.

Poema a São Pedro

Então, São Pedro,
Como é a nossa vida?
No calendário já começou o verão,
Mas eu não dei por nada, ainda.

Estás doido, ou quê?
Perdeste o juízo?
Eu a querer ir para a praia
E tu a atirar granizo!

Manda lá vir o sol,
O bom tempo, o calor.
Estás a deprimir-me à séria.
Vá lá, faz-me esse (pequeno) favor.

As seguranças dos 27 (quase 30)

Se aos 17 anos me dissessem que ia correr 4 km num paredão, com uns calções curtos e uma t-shirt de alças, eu diria: ESTÁ TUDO LOUCO? A verdade, é que estou cada vez mais perto dos 30 anos e sinto-me milhões de vezes melhor do que me sentia aos 20. Há quem diga que a idade nos trás segurança(s) e eu começo a sentir essa(s) mudança(s) em mim. Estou cada vez menos complexada (apesar de continuar a ter bastante noção do ridículo) e cada vez mais orgulhosa do meu corpo e da minha imagem.