Hoje voltei ao trabalho. Custou-me um pouco acordar cedo, confesso, mas a alegria que sinto por esta profissão que escolhi é tão genuína, que levantar cedo passa a ser um pormenor.

Conta a minha mãe que das primeiras coisas que disse foi que queria ser “polefôsa”, com pouco mais de 2 anos. Lembro-me de muito cedo pôr todos os bonecos a olhar para mim, no quarto, para eu os ensinar.

Fui crescendo sempre com diferentes crianças por perto, das quais “tomei conta” inúmeras vezes. Eu não sabia bem como, mas era absolutamente capaz de as “controlar”, de as entusiasmar com as brincadeiras. E o meu maior fascínio era perceber como pensavam. Gostava de perceber se entendiam palavras novas, se sabiam contar em diferentes situações, se eram capazes de expressar a sua opinião. Ah, eu adorava ver as crianças mais novas que eu a pensar.

“É a vocação dela!”, dizia e diz convictamente a minha mãe (E eu também acho que é!).

Hoje tenho o maior gosto em ser professora e poucas são as alegrias comparadas às conquistas de um aluno. Ajudar a aprender a escrever e a ler, por exemplo, é das sensações mais maravilhosas que já vivi. Cada aluno é para mim uma “riqueza” e não no sentido piroso do termo. Uma riqueza porque me enriquece, me torna melhor e me faz reinventar todos os dias para que o/a possa ajudar a aprender cada vez mais e melhor. Exerço a profissão que escolhi e sou a professora que desejo ser (ainda que inacabada, claro).

Por tudo isto e muito mais, hoje regressei ao trabalho com vontade.

De manhã, quando ainda se trocavam desejos de Bom Ano, uma colega foi até à minha sala e perguntou: “Então, este ano vamos ficar todos com as Pernas Finas?” Eu disse que sim, sorri por dentro e o meu entusiasmo de Perna Fina cresceu mais um pouco (ainda?!).

Ah, dia feliz. Um bom pronúncio para 2014.

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