Criolipólise: a Lipo sem cirurgia

Olha que me fui operar. Quer dizer, fui tirar estes bifes de que tanto falo. Eu como mais que bem, eu treino que nem um animal, eu massajo-me toda. Mas estes nacos de gordura por baixo das bochechas do rabo não iam embora de maneira nenhuma.

Então, a convite da Clínica Baptista Fernandes, fui fazer uma sessão de criolipólise. E o que é a criolipólise, perguntam vocês, meus Pernas Finas Fofinhos? É uma tecnologia médica que reduz a gordura localizada, através de um arrefecimento controlado das células de gordura. Com o passar do tempo, as células mortas desintegram-se e são eliminadas, gradualmente, pelo organismo.

Este tratamento pode ser feito em várias zonas do corpo, tais como:
– abdómen e flancos;
– coxas internas e culotes;
– braços;
– costas;
– infra glúteos e
– papada.

Depois de identificada a zona a tratar, é posta uma manta/toalha com gel para se colocar a ponteira da máquina, não estando diretamente em contacto com a pele. A máquina irá sugar a pele e a gordura para dentro da ponteira e arrefecê-la, até congelar. Literalmente. Aí, sente-se um arrefecimento da zona, sem dor.O tratamento demora cerca de 60 minutos.

Após o tratamento é necessário a utilização de uma cinta na zona tratada e algumas sessões de drenagem linfática para ajudar o organismo a expulsar a gordura. Estima-se uma redução de 20% a 30% de gordura na zona tratada após uma única sessão de criolipólise. Os resultados são visíveis após sensivelmente 3 meses.

Resumindo, fui congelar o meu rabo. No fundo, esta é a informação que interessa. Fui congelá-lo e estou contente com a ideia de ficar sem bifes, confesso. Para já ainda não se vê grande coisa, mas acredito que não perco por esperar. Estou mesmo muito contentinha com tudo isto. Não posso prometer fotos dos resultados, porque não vou pôr o meu rabo na internet, #sorrynotsorry, mas verão pelo meu sorriso na praia este verão. Verão, verão!

Texto Escrito em Parceria com a Clínica Baptista Fernandes

Bootcamp New Me II

Há uns tempos conheci um projeto novo. Um projeto em que comecei a acreditar no primeiro segundo em que ouvi falar dele. É um programa que se destina a ajudar pessoas que têm questões alimentares. Seja porque comem mais do que precisam, seja porque comem menos do que devem, seja porque não se relacionam de forma tranquila com a comida. Eu, que sofri com um distúrbio alimentar durante mais de 10 anos, gostava de ter sabido disto.

O programa NEW ME é um programa inovador, de reeducação alimentar, que trabalha três vertentes fundamentais: a Nutrição, o Exercício Físico e a Psicologia. Quantas vezes se desiste de uma dieta por não se saber bem o que comer? Quantas vezes se paga uma inscrição no ginásio sem se pôr lá os pés? Quantas vezes quem quer mudar se sente desacompanhado?

Neste sentido, este programa tem como objetivo promover uma mudança de hábitos de vida, bem como uma transformação corporal, aliando o exercício físico, à nutrição e à psicologia motivacional – os três pilares fundamentais. Uma espécie de suporte em rede, que possibilita o desenvolvimento de competências absolutamente necessárias a uma mudança de vida duradoura.

Da experiência na área, surgiram os Bootcamp NEW ME, que têm como principal objetivo dar início à mudança, trazendo quem quer mudar para fora de portas, numa experiência muito prática. No Bootcamp de três dias, estão incluídos workshops variados, idas ao supermercado para saber o que comprar, a preparação de refeições saudáveis e práticas, o treino da leitura de rótulos e de ementas para situações sociais.

Haverá também treinos físicos, onde serão ensinados alguns exercícios funcionais, para que depois do Bootcamp cada participante leve consigo algumas ferramentas nesta área. Para além disso, serão ainda partilhadas estratégias de inteligência emociona, que servirão como um primeiro suporte em fase de mudança.

Agora, algumas questões importantes:
Quando? O primeiro Bootcamp será nos dias 29 e 30 de junho a 1 de julho;
Onde? Na Companhia das Lezírias, em Samora Correia (tudo incluído).
Como me posso inscrever? As inscrições podem ser feitas através da página de Facebook da Clínica Marisa Rodrigues ou pelo email clinicamarisarodrigues@gmail.com.
Como posso obter mais informações? Nos links anteriormente partilhados.

Eu lá estarei, a dar o meu contributo e a sugar toda a informação que puder. Nunca é demais aprender sobre nutrição, nunca é demais conhecer novos treinos, nunca é demais a motivação para continuar este caminho que nunca está acabado. Mas que pode ser menos penoso, quando bem orientado. Quem vem comigo?

Gostar de comer

Durante muito tempo eu achei que comer era a coisa que mais gostava na vida. Eu vivia para comer. Comia todo o merdum que dê para imaginar. Mal uma porcaria qualquer saía no mercado, eu já estava a provar. Tinha amigos que gozavam com isso e até faziam apostas para saberem se já tinha ou não experimentado um novo produto.

Quando ficava de dieta, e não podia comer estas coisas, a minha vida era um inferno. Eu morria por comer as gomas e os chocolates e as batatas e os bolos e tudo o resto a que estava habituada. Também por isso, nenhuma dieta funcionou. Eu não aguentava o peixe cozido com brócolos, nem o bife grelhado com salada, dia após dia.

As consultas de reeducação alimentar tiveram um muito bom efeito nesta educação do meu palato. Aos poucos, fui conhecendo novos alimentos e fui descobrindo que a minha vida não tinha de ser só o bife grelhado e o peixe cozido. Há uma série de combinações ótimas, que podem e devem ser feitas, para bem da nossa saúde e do nosso paladar.

Hoje em dia, dou por mim a experimentar coisas que nem sei bem o que são, mas que me sabem tão bem ou melhor do que as que comia antigamente. A verdade, é que não sinto a mínima falta daqueles alimentos que eu achava indispensáveis à minha existência. E não paro de procurar receitas e contas de Instagram inspiraras neste sentido.

Eu gosto muito da alimentação que faço. Não como nada que não goste ou que não me dê prazer. Passei a viver sem os produtos processados de outros tempos, larguei os açúcares, os lacticínios (à exceção do requeijão), os pães, as bolachas e tudo aquilo que a natureza não produz de forma semelhante.

Gostar de comer aquilo que nos faz bem é de uma importância sem medida. Passa a ser possível não nos preocuparmos se aquele alimento nos vai engordar ou não, por exemplo. Não ha culpa. Não há remorsos. Não digo que como enormes quantidades de comida, estaria a mentir, mas como o que preciso para viver e treinar em segurança. Como o que gosto e o que deixa o meu corpo feliz.

Tu nunca te irás arrepender!

Tu, que estás a pensar começar a mudar, começa. Começa hoje. Começa agora, neste segundo. Começa e dá esse passo sem medo. Sabes porquê? Porque nunca te irás arrepender. Mesmo nos dias maus. Mesmo nos dias mais difíceis. Mesmo nos dias em que te parecer que não és capaz de continuar. Nunca te irás arrepender. Este caminho leva muito tempo, mas a meta é para lá de compensadora. É a certeza de que cuidas mesmo de ti, de que queres ser melhor. É a esperança de dias bons. Por isso, muda. Muda por ti, pelo teu bem-estar, pela tua saúde. Muda de vez. E mesmo que não saibas ao certo como isto vai acabar, uma coisa é certa: não te vais arrepender. Nunca. Pede ajuda. Estuda sobre os alimentos. Experimenta diferentes treinos. Procura escutar o teu corpo. Emagrecer não é difícil, mas mudar a sério é. Mais: não aches que chegarás à meta em meses. Isto leva anos. Anos de esforço contínuo. Não desistas. Não te boicotes. Vive. Tu nunca te irás arrepender.

E já fui obesa!

Talvez isto pareça estranho, mas eu lido mal com os elogios. Sempre que alguém me faz uma apreciação positiva, eu tenho tendência para a subvalorizar, por exemplo: – Tão giro o teu casaco! – Comprei em saldos, foi uma pechincha. Não bastava só dizer obrigada?! – Estás diferente, hoje! – Estou! Estou com este cabelo péssimo porque não o estiquei! A assumir que o comentário era depreciativo.

No outro dia, uma pessoa nova na box onde faço Crossfit dizia: Eu estou sempre a olhar para ti, porque tu fazes as coisas bem. Quero ter uma barriga assim e umas pernas também. A minha reação a isto foi: sabes que já fui obesa? Mas por que é que não assumo, de uma vez por todas, que este é o meu corpo? É quase como se o tivesse e não merecesse!

As pessoas estão sempre a dizer-me: tens de te ver como és agora. E eu sei disso. Eu sei, mas ponham-se no meu lugar: foram anos e anos a ser de outra maneira que não esta. Eu tenho este corpo, é certo, mas na minha cabeça ainda está muito presente o meu corpo antigo. É quase como se tivesse mudado de casa e ainda me estivesse a ambientar, percebem?

Mas eu entendo que tenho de mudar isto. Tenho de parar de insistir em me definir por aquilo que já fui e não por aquilo que sou. Porém, mesmo tendo esta consciência, não o quero fazer em absoluto. É o facto de me lembrar do passado que me faz querer estar no presente.

De qualquer forma, tenho de começar a ser mais minha amiga e a perceber que agora habito num corpo diferente, que é o que as pessoas vêem quando me conhecem pela primeira vez. Depois, com o tempo, logo posso falar nisso. Ou mostro o blogue e as pessoas que tratem de saber da história sozinhas.

Chamo-me Joana, tenho 31 anos, quase 32. Nasci em agosto, deve ser por isso que gosto muito mais do verão. A vida é muito boa: tenho uma família e amigos que gostam de mim, sou professora, foi a profissão que escolhi. Gosto de animais, sobretudo de cães. Sou do Benfica, gosto de ir ao cinema e de treinar. E está bom. E é mais do que suficiente.

Que nunca saias do lugar em que estás!

Hoje recebi esta mensagem: que nunca saias do lugar em que estás. Quem ma mandou sabe exatamente o que significa viver com um distúrbio alimentar. Passa pelo mesmo. Porque sabe como é, não acha que eu esteja a ser extremista, nem fundamentalista, nem obcecada. Sabe que o lado de lá é demasiado duro, demasiado penoso, demasiado sofrido. Por isso me mandou aquela mensagem. Que nunca saias do lugar em que estás. Porque este lugar, onde estou agora, é o lugar da liberdade. É um lugar onde não há culpa, não há remorso. Não há ressaca. É o sítio onde, pela primeira vez, me sinto ser quem sempre desejei. Magra, é certo, mas sobretudo em paz: com o meu corpo e com a minha cabeça. E com o meu coração também. Eu não quero sair daqui. Farei de tudo para que isso não aconteça. Não sei o dia de amanhã, mas não o receio. Se isto um dia voltar para trás, e eu tiver de começar tudo outra vez… Bolas, não consigo imaginar. Sei que é aqui que quero estar. Sei que sou mais feliz aqui. Sei que comecei a escrever este blogue também por isto: pela empatia. Pelo saber ser. E crescer [sozinha e com outros].

#mudaporti

Estou assim, seja lá como for, porque aprendi a dar ao meu corpo o que ele precisa, no que a alimentação e treino diz respeito. Mas não só: aprendi, e reforço essa aprendizagem a cada decisão, que cuidar de mim me faz sentir incrivelmente bem e tranquila comigo. E essa tranquilidade está acima de qualquer número na balança. Está na certeza de que faço o melhor por mim todos os dias.

Por que é que eu comi?

É muito difícil explicar uma crise de compulsão alimentar. Quando sentia vontade de comer, comia tudo o que me aparecessse à frente. Ou ia às compras e comia tudo em casa ou comia na pastelaria ou no restaurante em que entrasse.

Eu deixava de pensar racionalmente. Eu só queria acalmar aquela ansiedade, aquela fome sem medida. Eu só queria comer até me sentir completamente cheia. Fisicamente cheia. Eu só parava de comer, quando não conseguia comer mais.

Numa hora eu conseguia beber uma garrafa de coca-cola, dois folhados de carne, uma embalagem de quatro donuts e duas tabletes de chocolate. Cheguei a comer uma caixa de mini-bolas de berlim, numa pastelaria, e no minuto a seguir comer um menu grande do Mc Donald’s, um saco de nuggets, um gelado e um saco de gomas.

Comia tudo muito depressa, sofregamente. Eu queria fazer-me mal. Queria castigar-me. Porquê? Por muitas razões: porque tinha falhado mais uma dieta, porque me tinha zangado com alguém, por alguém me tinha magoado, porque tinha uma relação infeliz, porque me sentia mal comigo, porque não sentia nada.

Foram anos disto. Anos. De um descontrolo sem fim à vista. De fome, à frente dos outros, de compulsão, sozinha comigo. Um jogo duplo que me matava, de dentro para fora, que me impedia de ser quem queria ser. Um vício, escondido e perturbador, seguido por pesagens constantes, diárias, apenas para constatar o inevitável: eu continuava gorda.

Quando comecei a perceber que tinha um problema sério com a comida, que ia além da gula, comecei a registar por que razões comia e passei a identificar um padrão: eu odeio falhar e odeio que falhem comigo. Sempre que sentia a falha, comia.

Aos poucos, comecei a antecipar o meu comportamento e prever que a vontade de comer estava a chegar, o que acontecia normalmente ao final do dia. Por isso, comecei a marcar coisas para essas horas: cafés com amigos, explicações, o treino, uma caminhada à beira do rio, uma ida à praia depois do trabalho. No fundo, tentei manter-me ocupada e ter sempre comigo comida que eu pudesse comer, para que não houvesse nenhum tipo de desculpa.

Com o tempo, e com ajuda, estas crises foram desaparecendo. Lembro-me da última que tive: foi a da caixa das mini bolas de berlim, há cerca de dois anos. Vomitei a noite inteira, depois disso, e jurei que nunca mais passava por aquilo. Nunca mais me faria mal daquela maneira. Nunca mais. E tenho conseguido.

Ajuda trabalhar até tarde. Ajuda treinar à tarde. Ajuda ter uma lancheira cheia de coisas. Ajuda ver o meu corpo assim e perceber que há coisas mais gratificantes do que comer. É simples? Não, é um horror que parece não ter solução. É possível de tratar? É. Aqui estou eu, todos os dias, a dizer que é fazível.

Incentivo todos os que passam por isto a registar os motivos por que comem. Procurem encontrar um padrão. Procurem estar ocupados e acompanhados, nos momentos mais críticos. E pensem, mesmo que pareça missão impossível: isto não resolve nada, isto não me faz ser melhor, isto é uma merda, isto tem de parar. Eu vou parar. E vão parando. Até ao dia em que param mesmo.

Somos todos merecedores de melhor!

Durante muito tempo, não me achei merecedora de coisas boas. Achei que me devia contentar com o médio, médio menos, porque não estava à altura de mais. Balizava por baixo, diminuía-me, deixava que me engolissem viva. Recebo muitas mensagens de meninas-mulheres a contar o mesmo e a pedir-me força para mudar. Eu continuo neste caminho. Apesar do espelho me dizer que estou magra, na minha cabeça, muitas vezes, ainda sou a Joana de antigamente. Felizmente, estou rodeada de gente que gosta de mim e que me chama à terra. O mais importante desta mensagem é: independentemente do nosso peso, do aspeto do nosso corpo, do que for, somos todos merecedores do melhor. O melhor pode variar de pessoa para pessoa, tal como os conceitos que lhe estão associados. O que não podemos nunca, por razão nenhuma, é deixar que nos reduzam. Isto não tem nada a ver com se ser gordo ou magro, bonito ou feio, alto ou baixo, diz antes respeito a ser gente. Gente que sente e que, por isso, merece um tratamento justo e humano. O amor próprio e a cabeça arrumada são fundamentais nisto tudo. Para evitar relações tóxicas, de amizade ou de amor, para nos sabermos valorizar a fundo, de dentro para fora. Repito: somos todos merecedores de melhor! Todos! Que nunca nos esqueçamos disto.

O que é que eu tomo?

No outro dia uma amiga disse-me: sabes o que me perguntaram, por saberem que te conheço? O que é que tu tomavas para estares assim? Perguntei-lhe o que respondeu e ela disse: olha, que disparate!? Respondi que comias bem e treinavas muito, mas acho que não acreditaram.

Eu percebo. Eu própria não acredito, quando me ponho a dançar em frente ao espelho em cuecas e em sutiã. O meu corpo está tão diferente, que se não se tratasse de mim própria eu também duvidaria da minha seriedade. Mas esta é a mais pura das verdades: eu não tomo nada. Nenhum comprimido mágico me teria posto assim.

Eu como alimentos que gosto, que me fazem bem e treino todos os dias, muito e com afinco. Também faço massagens, bebo água e esfrego-me, todos os dias, de manhã e à noite, com um gel reafirmante, que uma marca me ofereceu. É isto. Não há nada para além disto, por muito que eu gostasse de dizer o contrário.

Há dias em que saio do meu plano e como batatas fritas, como hoje ao almoço, mas não tenho um dia fixo para que essa saída do plano aconteça. Se tenho um jantar durante a semana, pronto, essa é a refeição desviante. Tento que não aconteça mais do que uma vez por semana, mas, se acontecer, sou mais regrada no dia seguinte.

Controlo as quantidades que como, controlo o tipo de alimentos que como e os seus constituintes. Dou mais importância às proteínas e às gorduras boas, mas também como hidratos. Como muitos ovos, carne, peixe, marisco, arroz basmati integral e batata doce. Como fruta, mas não mais do que uma peça por dia. Como frutos secos, com moderação.

Nem sempre comi assim, nestes últimos quatro anos. Porém, por ter deixado o açúcar em janeiro, decidi afinar a minha alimentação ao pormenor para que os resultados fossem mais visíveis. Isto para dizer que tenho feito um caminho. Hoje em dia, já não quero perder peso. Como para estar nutrida, para me sentir atlética. É isso que me move.

Não tomo nada além da proteína de ervilha que bebo a seguir aos treinos. Tomo uns comprimidos para a queda de cabelo, mas diria que não entram para o caso. O meu corpo é fruto de tantas tentativas falhadas, como de dedicação. Sou a prova de que o esforço e a consistência, sem malabarismos, são a chave para o sucesso. Seja no que for. E tenho muito orgulho nisso!