É a única coisa que invejo!

A única coisa que eu invejo verdadeiramente em alguém, é essa pessoa poder comer tudo sem engordar. Eu já escrevi que gosto muito da comida que como hoje em dia, que não vivo em sacrifício, mas a minha vida não é um regabofe alimentar. Nada disso. Apesar de tentar controlar os meus sentimentos em relação à comida, tenho sempre aquela sensação de perceber se o que estou a comer é uma boa opção ou não. Porque a verdade é só uma: ou sou regrada ou chapéu. Por isso eu gostava de saber como é comer sem se preocupar com os efeitos que essa ação terá. Um bocadinho como as pessoas que compram as coisas que querem sem olhar para a etiqueta do preço (essa sorte eu também não tenho). Eu nunca vou conhecer essa sensação, porque nós somos sempre (também) a nossa história. Só me resta acreditar que há desvantagens em poder comer tudo o que se quer, que assim estou a cuidar mais de mim e blá, blá, blá. Isso tudo. Isso e uma petição para que essas pessoas ardam no inferno.

Não temos sempre de ir ao nosso limite!

Às vezes sentimo-nos na obrigação de ir sempre até ao limite. Eu sou muito assim: quero sempre conseguir mais e melhor de mim própria. E esse pode ser um risco perigoso de pisar. Porque às vezes, o limite é o cansaço e a exaustão. No trabalho, no treino, na vida. 

As últimas semanas foram loucas, por isso, este fim de semana decidi parar e passar as horas na praia com amigas. Foi o melhor que fiz: mergulhar, apanhar sol, dizer disparates, comer comida boa, de saborosa, mesmo que não entre no plano assim à partida.

Porque sabermos parar é sabermos ser amigos de nós mesmos. É perceber que somos humanos, que nos cansamos e que precisamos de descansar, como qualquer pessoa. Não é sinal de fraqueza, nem de desleixo. É sinal de que se é humano, de que se vive e não se sobrevive, o que é completamente diferente.

Ir ao limite todos os dias é parvo. Pessoalmente, sinto muito isso no treino. Todos os dias vejo gente a querer ultrapassar o seu último recorde de peso ou o de outra pessoa. Ou a querer fazer mais rondas, ou a querer ser mais rápido. Eu sou muito competitiva e jogo sempre para ganhar, mas há dias em que não consigo mais.

Nesses dias o empenho é o mesmo, mas não me obrigo a bater nenhuma pontuação e faço as coisas mais devagar ou com menos peso. Não deixo de fazer, mas não me obrigo a cair para o lado. O mesmo acontece nos eventos sociais, por exemplo. Saber dizer que não, que quero ficar em casa, que preciso de descansar… É necessário.

Ir ao limite, de vez em quando, sair da zona de conforto e sentir que nos estamos a superar, alimenta-nos o ego e faz-nos crescer. Mas nem sempre, nem nunca. Porque ninguém aguenta, nem tem de aguentar, viver sempre a 300%. Não há necessidade. Faz mal. Envelhece. Não é parar. É saber desacelerar.

WOD de Santo António

Santo António, Santo Antoninho,
Não aches que por ser o teu dia, eu descanso.
Estou pronta, sem vacilar,
Em direção a mais um wodzinho.

Wodzinho? Não. Wodzão!
Que este corpinho não quer saber se é feriado ou deixa de ser.
Agachar é sempre preciso,
Porque esta bunda tem de continuar a crescer.

Por isso, Santo António querido,
Não aches que ando aqui a brincar.
Mesmo que nunca tenhas sido meu amigo,
Eu não paro de me esforçar.

Um dia, quem sabe, olhes para mim com outros olhos.
Olhes e digas: que rica moça ali está.
Vou acelerar-lhe a chegada do príncipe
E casá-la já.

Passar de um extremo ao outro!

O maior perigo que eu podia correr neste momento, não era engordar tudo outra vez. Isso seria uma tragédia, mas eu iria parar a um lugar conhecido, de onde saberia sair, mesmo que me custasse muito. A maior desgraça que me podia acontecer, seria passar para o lado oposto daquele em que vivi. Sim, é disso mesmo que estou a falar. De distúrbios alimentares contrários à compulsão alimentar. O pior que me podia acontecer era querer deixar de comer, para ficar cada vez mais magra, como se a minha magreza nunca fosse suficiente. Eu tenho pensado muito sobre este tema. Porquê? Porque isto é aliciante. Ser magra sempre foi o que quis. As pessoas que me querem bem já tocaram neste assunto. Porque têm medo que não saiba parar. Porque têm receio que o meu entusiasmo me tolde o discernimento e a razão. Por mim eu fazia pause agora. Ficava assim como estou até ao fim dos meus dias. Nem mais, nem menos. Magra ou gorda. Forte ou fraca. Definida ou mole. Ficava assim. Como não há esse botão nas opções, só me resta seguir e dançar ao som deste play, sabendo que se o meu estilo de vida não se alterar, no que a alimentação e treino diz respeito, continuarei a estar como estou. E está ótimo assim.

Inspira (e não pira)!

A palavra que mais devo ler nas mensagens que recebo, vindas de quem me lê, é inspiração. Escrevem-me mesmo muitas pessoas a dizer isto: que se revêem na minha história, que se inspiram em mim e na minha força e que o meu sucesso, seja lá ele qual for, as faz querer mudar também, porque é como se vissem que é mesmo possível atingir o que parece irreal. Eu confesso, fico muito enternecida com estas palavras, porque sinto que esta exposição toda a que me permito pode mesmo ajudar alguém. Nos meus tempos péssimos, de mau estar interior, eu teria gostado muito de ler alguém que escrevesse o que eu escrevo. Por isso, percebo a importância que começa a ter cada palavra que publico. Tudo bem, eu lido lindamente com a pressão, mas a sensação que eu não quero nunca passar é a de que sou qualquer coisa que não está ao alcance de quem quer que seja. Porque o que eu atingi, não é algo exclusivo e destinado a mim. É apenas (como se não tivesse custado nada?!) persistência, trabalho duro. Gosto disto de poder ser uma inspiração, desde que isso continue a aproximar as pessoas de mim e do que eu atingi e nunca o contrário. Como já escrevi um dia: sou uma miúda comum, que, como tantas outras, viveu um distúrbio alimentar sério. Sou uma miúda comum que conseguiu mudar de vida, porque procurou ajuda para se tratar, aprendeu a comer melhor e descobriu no treino um prazer que desconhecia. Eu sou isto tudo, que ainda é pouco, dadas as minhas ambições, mas sou real e não há pedestal que me assente melhor, do que esta alegria autêntica de viver a vida nova que escolhi para mim.

Privação

Quando vejo a forma como organizo a minha vida, no que a qualidade de vida diz respeito, percebo que estou contente com os meus dias. Eu trabalho muito, como professora e não só. Tenho muitos compromissos, todos os dias, e tento cumprir tudo o melhor que consigo e sei.

Antigamente, eu era menos ocupada e achava que a minha vida era mais difícil do que é. E era. Porque eu privava-me de viver. Eu (sobre)vivia com a permanente insatisfação de ser alguém que não queria ser. Por fora, mas por dentro também. Eu era alguém que não se comprometia, que não levava as coisas até ao fim, a sério.

Por isso, eu achava que tinha uma vida dura e má e atribuía isso ao trabalho, que não era assim tanto, às relações que mantinha, a tudo. A mim. Sendo que esse sempre foi o principal problema: o meu corpo, a minha cabeça, a minha vontade de mudar sem saber como.

Eu privei-me de viver muitas mais situações do que gostaria de aqui enunciar. Privei-me de muitas vivências dos 17, dos 18, do 19, dos 20 e tal. Porque vivia presa dentro do meu próprio corpo, falhanço atrás de falhanço, dieta atrás de dieta, inscrição de ginásio atrás de inscrição de ginásio. Era essa a minha vida.

Por isso, hoje dou por mim a dizer: eu adoro a minha vida. Isto não significa que seja perfeita, porque não é. Não estou sempre feliz, como é óbvio, mas estou muito mais vezes do que alguma temporada estive. Sinto-me grata por isso. e é também por isso que escrevo: para poder incentivar outros a fazer o mesmo.

Se vivemos de privação, não estamos mesmo a viver. Nem tudo é um mar de rosas, é certo, mas também nem tudo pode ser um inferno. Não deve ser. É urgente o discernimento necessário para escolher as batalhas certas. E para as vencer. Ninguém merece viver privado de ser quem quer ser. Seja p’lo que for. É urgente ser-se livre. Completamente livre.

Criolipólise: a Lipo sem cirurgia

Olha que me fui operar. Quer dizer, fui tirar estes bifes de que tanto falo. Eu como mais que bem, eu treino que nem um animal, eu massajo-me toda. Mas estes nacos de gordura por baixo das bochechas do rabo não iam embora de maneira nenhuma.

Então, a convite da Clínica Baptista Fernandes, fui fazer uma sessão de criolipólise. E o que é a criolipólise, perguntam vocês, meus Pernas Finas Fofinhos? É uma tecnologia médica que reduz a gordura localizada, através de um arrefecimento controlado das células de gordura. Com o passar do tempo, as células mortas desintegram-se e são eliminadas, gradualmente, pelo organismo.

Este tratamento pode ser feito em várias zonas do corpo, tais como:
– abdómen e flancos;
– coxas internas e culotes;
– braços;
– costas;
– infra glúteos e
– papada.

Depois de identificada a zona a tratar, é posta uma manta/toalha com gel para se colocar a ponteira da máquina, não estando diretamente em contacto com a pele. A máquina irá sugar a pele e a gordura para dentro da ponteira e arrefecê-la, até congelar. Literalmente. Aí, sente-se um arrefecimento da zona, sem dor.O tratamento demora cerca de 60 minutos.

Após o tratamento é necessário a utilização de uma cinta na zona tratada e algumas sessões de drenagem linfática para ajudar o organismo a expulsar a gordura. Estima-se uma redução de 20% a 30% de gordura na zona tratada após uma única sessão de criolipólise. Os resultados são visíveis após sensivelmente 3 meses.

Resumindo, fui congelar o meu rabo. No fundo, esta é a informação que interessa. Fui congelá-lo e estou contente com a ideia de ficar sem bifes, confesso. Para já ainda não se vê grande coisa, mas acredito que não perco por esperar. Estou mesmo muito contentinha com tudo isto. Não posso prometer fotos dos resultados, porque não vou pôr o meu rabo na internet, #sorrynotsorry, mas verão pelo meu sorriso na praia este verão. Verão, verão!

Texto Escrito em Parceria com a Clínica Baptista Fernandes

Bootcamp New Me II

Há uns tempos conheci um projeto novo. Um projeto em que comecei a acreditar no primeiro segundo em que ouvi falar dele. É um programa que se destina a ajudar pessoas que têm questões alimentares. Seja porque comem mais do que precisam, seja porque comem menos do que devem, seja porque não se relacionam de forma tranquila com a comida. Eu, que sofri com um distúrbio alimentar durante mais de 10 anos, gostava de ter sabido disto.

O programa NEW ME é um programa inovador, de reeducação alimentar, que trabalha três vertentes fundamentais: a Nutrição, o Exercício Físico e a Psicologia. Quantas vezes se desiste de uma dieta por não se saber bem o que comer? Quantas vezes se paga uma inscrição no ginásio sem se pôr lá os pés? Quantas vezes quem quer mudar se sente desacompanhado?

Neste sentido, este programa tem como objetivo promover uma mudança de hábitos de vida, bem como uma transformação corporal, aliando o exercício físico, à nutrição e à psicologia motivacional – os três pilares fundamentais. Uma espécie de suporte em rede, que possibilita o desenvolvimento de competências absolutamente necessárias a uma mudança de vida duradoura.

Da experiência na área, surgiram os Bootcamp NEW ME, que têm como principal objetivo dar início à mudança, trazendo quem quer mudar para fora de portas, numa experiência muito prática. No Bootcamp de três dias, estão incluídos workshops variados, idas ao supermercado para saber o que comprar, a preparação de refeições saudáveis e práticas, o treino da leitura de rótulos e de ementas para situações sociais.

Haverá também treinos físicos, onde serão ensinados alguns exercícios funcionais, para que depois do Bootcamp cada participante leve consigo algumas ferramentas nesta área. Para além disso, serão ainda partilhadas estratégias de inteligência emociona, que servirão como um primeiro suporte em fase de mudança.

Agora, algumas questões importantes:
Quando? O primeiro Bootcamp será nos dias 29 e 30 de junho a 1 de julho;
Onde? Na Companhia das Lezírias, em Samora Correia (tudo incluído).
Como me posso inscrever? As inscrições podem ser feitas através da página de Facebook da Clínica Marisa Rodrigues ou pelo email clinicamarisarodrigues@gmail.com.
Como posso obter mais informações? Nos links anteriormente partilhados.

Eu lá estarei, a dar o meu contributo e a sugar toda a informação que puder. Nunca é demais aprender sobre nutrição, nunca é demais conhecer novos treinos, nunca é demais a motivação para continuar este caminho que nunca está acabado. Mas que pode ser menos penoso, quando bem orientado. Quem vem comigo?

Gostar de comer

Durante muito tempo eu achei que comer era a coisa que mais gostava na vida. Eu vivia para comer. Comia todo o merdum que dê para imaginar. Mal uma porcaria qualquer saía no mercado, eu já estava a provar. Tinha amigos que gozavam com isso e até faziam apostas para saberem se já tinha ou não experimentado um novo produto.

Quando ficava de dieta, e não podia comer estas coisas, a minha vida era um inferno. Eu morria por comer as gomas e os chocolates e as batatas e os bolos e tudo o resto a que estava habituada. Também por isso, nenhuma dieta funcionou. Eu não aguentava o peixe cozido com brócolos, nem o bife grelhado com salada, dia após dia.

As consultas de reeducação alimentar tiveram um muito bom efeito nesta educação do meu palato. Aos poucos, fui conhecendo novos alimentos e fui descobrindo que a minha vida não tinha de ser só o bife grelhado e o peixe cozido. Há uma série de combinações ótimas, que podem e devem ser feitas, para bem da nossa saúde e do nosso paladar.

Hoje em dia, dou por mim a experimentar coisas que nem sei bem o que são, mas que me sabem tão bem ou melhor do que as que comia antigamente. A verdade, é que não sinto a mínima falta daqueles alimentos que eu achava indispensáveis à minha existência. E não paro de procurar receitas e contas de Instagram inspiraras neste sentido.

Eu gosto muito da alimentação que faço. Não como nada que não goste ou que não me dê prazer. Passei a viver sem os produtos processados de outros tempos, larguei os açúcares, os lacticínios (à exceção do requeijão), os pães, as bolachas e tudo aquilo que a natureza não produz de forma semelhante.

Gostar de comer aquilo que nos faz bem é de uma importância sem medida. Passa a ser possível não nos preocuparmos se aquele alimento nos vai engordar ou não, por exemplo. Não ha culpa. Não há remorsos. Não digo que como enormes quantidades de comida, estaria a mentir, mas como o que preciso para viver e treinar em segurança. Como o que gosto e o que deixa o meu corpo feliz.

Tu nunca te irás arrepender!

Tu, que estás a pensar começar a mudar, começa. Começa hoje. Começa agora, neste segundo. Começa e dá esse passo sem medo. Sabes porquê? Porque nunca te irás arrepender. Mesmo nos dias maus. Mesmo nos dias mais difíceis. Mesmo nos dias em que te parecer que não és capaz de continuar. Nunca te irás arrepender. Este caminho leva muito tempo, mas a meta é para lá de compensadora. É a certeza de que cuidas mesmo de ti, de que queres ser melhor. É a esperança de dias bons. Por isso, muda. Muda por ti, pelo teu bem-estar, pela tua saúde. Muda de vez. E mesmo que não saibas ao certo como isto vai acabar, uma coisa é certa: não te vais arrepender. Nunca. Pede ajuda. Estuda sobre os alimentos. Experimenta diferentes treinos. Procura escutar o teu corpo. Emagrecer não é difícil, mas mudar a sério é. Mais: não aches que chegarás à meta em meses. Isto leva anos. Anos de esforço contínuo. Não desistas. Não te boicotes. Vive. Tu nunca te irás arrepender.